Suely Tavares “Ansiosa e preocupada” muda do Tocantins para Goiás para parto de gêmeas siamesas

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 Suely Tavares uma jovem mãe de 28 anos, que trabalha como empregada domestica, conta que não sabia o que eram gêmeos siameses, até quando descobriu a gravidez de suas gêmeas, que são unidas pela cabeça, tórax e abdômen. O seu médico avalia que o caso é extremamente complexo.

Suely Tavares "Ansiosa e preocupada" muda do Tocantins para Goiás para parto de gêmeas siamesas

Suely Tavares “Ansiosa e preocupada” muda do Tocantins para Goiás para parto de gêmeas siamesas

 

Grávida de sete meses mudou do Tocantins para Goiás para o parto, que será antecipado por sofrer pressão alta e não pode correr o risco de ter um parto normal.

É uma gravidez de risco. Estou muito ansiosa e preocupada. Estou curiosa para saber como será, não durmo mais de noite por ansiedade e por falta de posição”, declarou ao site G 1.

Suely já tem outros três filhos,  só descobriu no quinto mês que estava grávida de siameses, pois não conseguiu fazer uma ultrassonografia pelo SUS antes.

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“Foi um baque. Fiquei nervosa, querendo entender o que era, não sabia nem o que era siameses”.

Os medicos da sua cidade encaminharam para outro estado para ser tratada por um medico especialista em siameses Dr. Zacharias Calil, do Hospital Materno Infantil. Seus filhos ficaram com a mãe dela, ela veio com esposo, Jonhatan Rocha de 23 anos que trabalha como ajudante de pedreiro. 

Caso complicado

Suely não conseguiu fazer ressonância devido ao tamanho da barriga, pois não cabe no aparelho, ela engordou 30 kg durante a gestação e pesa hoje  123 kg.

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Sem esse exame e impossível definir pelo médico com precisão a forma que elas estão unidas. Também não da pra saber se elas têm corações independentes.

“Cada uma possui um coração, mas em uma, o coração é muito menor. Como estão muito juntos, não dá para definir se há interligação entre eles”, explicou o Dr.

O caso como muito grave diz o Dr Calil. Na próxima semana avaliará a paciente para verificar se o parto ocorrerá na próxima quarta-feira 23 de maio ou se consegue esperar até o fim do mês.

“É um caso extremamente complexo e com uma sobrevida pequena, agora é aguardar o nascimento para ver como será a sobrevida”, diz o médico.

O Casal Precisa Sua Ajuda

“Fizemos promessa que, se der tudo certo, íamos colocar Maria em homenagem à mãe de Jesus. Antes, se fosse menina, eu queria Vitória, e ele Fernanda. Acabou atendendo os dois”, conta Suely. As meninas iram se chamar Maria Fernanda e Maria Vitória. 

O casal teve que deixar o trabalho por causa da mudança, eles não tinham carteira assinada, então não conseguiram tirar atestado medico.

Estão abrigados na Casa de Apoio da Igreja Santo Expedito.O marido não pode trabalhar porque ela não pode ficar sozinha.

Eles não tem o enxoval das meninas e, também não têm dinheiro, estão indo de ônibus para o hospital

“Estou preocupada, preciso de ajuda, não tenho colchão para o berço, carrinho, roupinhas, fraldas, e elas podem nascer a qualquer momento”, diz a jovem mãe.

Donativos podemos fazer chegar até a sede da Casa de Apoio da Igreja Santo Expedito, na esquina das ruas C-135 e C-149, no Setor Jardim América.