O que o bebê sente durante o sexo gravidez?

By 22/01/2018Diversos, Gravidez, Saúde

 

Sexo durante a gravidez é totalmente normal e não é proibido, caso haja contraindicações, como parto prematuro e aborto. Entretanto, diversas mulheres ficam dúvida e com muito receio se é bom ou não para seu bebê.

Durante o sexo, o organismo da mulher libera uma série de hormônios que fazem bem aos dois. “A intimidade e o prazer vividos no sexo fazem com que a mulher libere endorfinas, que podem atravessar a placenta e chegar ao bebê, causando a sensação de relaxamento e tranquilidade”, explica Antônio Braga, ginecologista, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de janeiro (SGORJ), professor de obstetrícia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A adrenalina que também é um hormônio, ela passa pelo placenta e causa um aumento nos batimentos cardíacos da mamãe e do bebê. Isso não é motivo de preocupação, pois não faz mal ao bebê. “Em ritmos normais e esperados, e durante pouco tempo, isso é esperado e natural”, tranquiliza o especialista.

No ápice da relação, quando a mulher está tendo um orgasmo, ela libera tem uma descarga maior de endorfina, que também chega ao bebê. Dessa maneira, o pequeno sente-se mellhor que a mãe nesse momento, e pode até ter maior vínculo entre os dois.

Apesar de ser um ato tão normal, muitos casais tem muito medo do sexo na gravidez, pois acham que o pênis pode causar algum ferimento ao bebês. Porém, esse perigo não existe. “O colo do útero é uma estrutura bem endurecida e espessa o suficiente para não deixar que o impacto chegue ao bebê”, considera Natalia Grandini Tannous, ginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim (SP).
Quando a gravidez está avançada e a barriga já está grandinha, é muito mais díficil em fazer determinas posições sexuais. “A mulher normalmente prefere alguma posição em que esteja confortável e que também não encurte muito o canal vaginal”, explica Braga. Não há necessidade de medo, em fazer movimentos bruscos durante o sexo pois não irá prejudicar o bebê, afinal o útero da mulher é uma estrutura muscular feita para proteger o bebê de impactos fortes e o líquido amniótico existe também para proteger seu filho, por isso não é preciso ter medo.

Não existem estudos conclusivos sobre quando o feto começa a perceber o mundo externo. “No entanto, sabemos que com 12 semanas o sistema nervoso central do feto já começa a atingir uma maturidade que pode favorecer que ele tenha essas sensações”, considera Braga.

As únicas contraindicações de ter relações durante o sexo, é se a mãe estiver sob alguma condição perigosa e vá prejudicar o bebê e ela mesma de alguma forma. “Situações como área de descolamento, placenta baixa ou colo do útero curto podem trazer contraindicações e é importante conversar sobre isso com seu obstetra”, sinaliza Natalia.

Mulheres que tem parto antecipado devido ao sexo na gestação. “No final da gravidez o colo do útero passa a ser suscetível ao hormônio ocitocina, que desencadeia as contrações do parto”, este hor^monio spo é liberado em grandes quantidades durante enquanto há a relação sexual, caso haja risco de parto prematuro, não é indicado.

Outra questão muito importante é que a mulher NÃO DEVE fazer sexo se ela não quiser! Como a líbido da mulher está em constante mudança durante esse período, pode acontecer que ela não esteja afim. “As alterações hormonais e a ansiedade podem deixar tanto a mulher com mais desejo sexual, quanto deixá-la menos disposta”, explica Natalia. Além disso, conforme o tempo passa, a gestação vai avançando e fica cada vez mais díficil a mulher chegar até o ponto ápice e ter uma satisfação sexual, conseguindo ter seu orgasmo.

Mesmo durante a gravidez é imprecindivel usar camisinha, para que não corra risco de pegar uma DSTS. As doenças sexualmente transmissiveis tem duplo potencial e dano na gravidez, prejudicando mãe e bebê. De acordo com Antônio, ginecologista, caso a gestante contraia sífilis, há risco de aborto, se a mãe conseguir dar à luz,o bebê terá diferentes sequelas como: cegueira, surdez, deficiência mental e malformações de modo geral, como microcefalia.

“Só é importante que não haja contraindicações, como ameaça de parto prematuro ou abortamento”, alerta o ginecologista Antônio Braga, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de janeiro (SGORJ), professor de obstetrícia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).