Menina de 12 anos é estuprada pelo padrasto e faz desenho sobre amor

By 21/01/2018Diversos, Filhos

Relato de uma menina de 12 anos que sofreu abusos durante 4 anos. O suspeito é o padrasto da vítima.

“Amor. Isso é uma coisa que tiraram de mim sem dó, sem piedade. Como se eu fosse um objeto sem sentimento”. Foi dessa forma que uma criança de 12 anos se referiu ao amor. Ela fez um desenho sobre o que pensava sobre o amor e com isso foi descoberto que ela era abusada pelo padrasto desde os oitos anos de idade.

O pequeno desenho da menina faz parte da investigação sobre os abusados sofridos durante quatro anos. O suspeito do crime é um missionário de 55 anos vive com a vítima, a mãe, que é dependente química, e a filha do casal, a menina tem sete anos.

Lorenzo Pazolini, delegado da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente, contou ao G1 sobre a denúncia do crime. A denúncia aconteceu após o irmão por parte do pai ir visitá-la e flagrou os abusos. “Em uma das oportunidades, ele flagrou o momento em que ela estava sozinha com o suspeito. Ele estava de cueca, abraçado a ela na cama”, relatou o delegado.

O missionário abusava da menina todos os dias de manhã, quando sua filha estava na escola. “Enquanto uma estudava, a enteada era abusada dentro de casa. A vítima estudava à tarde”, completou.

Lorenzo Pazolini acrescentou que o suspeito retirou a porta do quarto da menina, pois assim facilitava os abusos sexuais. “Durante esses quatro anos, ele retirou a porta do quarto da vítima porque ela se trancava dentro do quarto. Ele tirou para ter um acesso mais rápido”.

Durante depoimento, o suspeito nega as acusações de abuso. “Ele negou os abusos, mas admitiu que mesmo sendo missionário usa drogas em menor quantidade que a mãe das meninas”.

Por ser dependente química, a mãe da vítima não prestou depoimento formal à polícia. O suspeito foi preso na terça-feira (16) e encaminhado para o Presídio Estadual de Vila Velha V, no Complexo de Xuri.

A vítima foi acolhida pelas equipes da DPCA, e foi quando ela desenhou o que pensava sobre o amor. “Os psicólogos iniciam um trabalho com a vítima e a partir daí são produzidos relatórios e atividades. A primeira coisa é fazer a criança superar o trauma”, explicou o delegado.

Para Pazolini, o desenho feito na atividade demonstra claramente os abusos que a menina sofreu.