Maternidade Impede Mãe de Ver e Amamentar as Filhas Recém-nascidas por 5 dias saiba… porque?

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O caso aconteceu em uma maternidade  na China.

O que toda mãe quer apos dar a luz e conhecer ver tocar, cheirar, amamentar seu filho ou filhos. Infelizmente a liberiana Juliana Brandy Logbo, que teve gêmeos só pode ver seus filhos após cinco dias do nascimento.

Voce deve estar pensando que o motivo deve ser algum tipo de tratamento de saudê especial, alguma doença, infecção, etc.

ERRADO! O motivo foi que ela precisava desembolsar mais de 600 dólares para pagar os custos do hospital, enquanto isso não fosse feito ela simplesmente seria impedida de ver os bebês.

Juliana, não fala chinês está com o visto vencido e acha que isso pode ter complicado as coisas, o parto foi realizado no Hospital do Povo do Distrito de Huadu, em Guangzhou, onde as demandas por dinheiro vieram cedo: no dia 5 de maio, quando Juliana começava com o trabalho de parto ela desembolsou 130 dólares por uma “taxa de ambulância”. Depois de sua cesariana no dia seguinte foi realizado mais um depósito de 790 dólares.

Logo veio uma nova conta no valor de 630 dólares, sem ter recursos para paga-la, Juliana contou com ajuda da amiga, Salome Sweetgaye, para conseguir o dinheiro.

Mas segundo a reportagem feita pelo jornal americano The New York Times, quando ela conseguiu o dinheiro o valor tinha passado de 630 dolares em 5 de maio para 800 dólares em 10 de maio;

Juliana sem condições de conseguir mais dinheiro se humilhou, implorou, chorou e pediu que o hospital aceitasse o dinheiro que já haviam arrecadado, o Hospital finalmente permitiu  a mãe  ver os bebês. “Quero que meus filhos sejam liberados porque preciso amamentá-los”, disse Logbo, de 28 anos, residente em Guangzhou. “Eu dei à luz meus bebês e nem vejo meus bebês. Em que tipo de país eu estou?”, questionou a mãe.

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O New York Times apurou que na maioria dos países desenvolvidos quando os pacientes precisam de cuidados urgentes recebem primeiro o bebê, independentemente de poderem pagar ou não. Porem a experiência de Juliana deixou claro o exemplo extremo do que milhões de chineses lidam com um sistema de saúde inflexível, que pode exigir o pagamento antecipado por diversos tipos de tratamento.

Diante da atenção que o caso ganhou uma funcionária do hospital, que trabalha no departamento de disputas médicas, disse que “Definitivamente não existe essa situação de exigir que ela primeiro pague antes de deixá-la ver seus filhos”, disse Tang, que se recusou a dar seu nome completo. Segundo ela, os funcionários do hospital estavam apenas “lembrando” a Juliana que pagasse a conta. A funcionária também tentou justificar o posicionamento do hospital ao dizer que os bebês de Julyana eram prematuros, por isso não puderam ser retirados do centro de tratamento intensivo para ver a mãe. Por fim, disse que muitos hospitais chineses têm uma política de negar aos pais o acesso a bebês prematuros devido à falta de enfermeiros para monitorar a visita e ao medo de infecções.

Todas essas justificativas foram rejeitadas pela mãe, que afirmou que seus bebês nasceram com 37 semanas e saudáveis.

Apesar da barreira na comunicação – os funcionários do hospital não falam inglês e usaram aplicativos de tradução – Juliana disse ao NYT que as exigências do hospital eram claras. Segundo ela, uma funcionária gritou dizendo que precisaria pagar 5.000 renminbi – quase 800 dólares – para que seus bebês fossem dispensados.

FINALMENTE LIBRES DO HOSPITAL, OU CADEIA?

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Juliana e seus gêmeos foram dispensados no dia 13 de maio, depois que ela pagou quase  3.500 dólares, no total. Os hospitais chineses enfatizam que não são instituição de caridade. O dinheiro foi arrecadado por doações de pessoas que se comoveram com o caso. As filhas de Juliana receberam os nomes Grace Annabelle e Gracious Anna, “Porque sou grato a Deus por tudo”, disse a mãe.