Introdução alimentar para os bebês

O bebê cresceu e agora ele poderá experimentar novos sabores além do leite materno ou artificial. Esse momento de introdução alimentar cria uma expectativa gostosa dentro da cabeça da mãe e ao mesmo tempo desesperadora. O bebê vai começar a experimentar frutas, legumes, verduras e aprender a comida normal, na dosagem e consistência adequada para sua idade. A mãe fica ansiosa com a aceitação ou não do bebê aos novos alimentos e texturas.

A melhor maneira de começar a introdução alimentar é aos poucos. Simples assim. Oferecendo um alimento de cada vez. Pode ser com frutas ou legumes pré-cozidos. A oferta do alimento deve ocorrer uma meia hora antes de uma mamada regular do bebê. Isso porque o bebê não está acostumado a comer aquele alimento é natural que aceite apenas duas ou três colheradas, necessitando da complementação com leite materno ou artificial.

A introdução de novos alimentos normalmente se inicia com os lanches para somente depois passar para as refeições principais. Para fazer o bebê aceitar bem a novidade alimentar, não existe fórmula mágica. É questão de tempo mesmo. O bebê no início vai comer pouco e a mãe não precisa ficar preocupada. Não existe quantidade mínima que ele deva comer, então você pode complementar essa refeição com a mamada e que automaticamente ele vai comendo mais à medida que cresce e mamando menos.

Rejeição alimentar

Se o seu filho cospe comida fora também não é motivo de preocupação ou sinal de rejeição. Explico: o bebê está acostumado a sugar e não a mastigar. Quando ele for comer, naturalmente irá fazer o mesmo movimento da amamentação e até ele aprender, vai voltar um pouco de comida. Contudo para o bebê “dizer” que não gostou de um alimento é preciso oferecer pelo menos 20 vezes e de várias formas.

Evite distrações

O ideal é que nesse momento a criança esteja focada na alimentação e interagindo com ela, mesmo que ela esteja amassando a comida, jogando no chão, e não levando à boca. É importante que a criança saiba o que está fazendo, porque nessa hora ela estará adquirindo consciência alimentar. Evite mostrar DVD para a criança ou então colocar brinquedos na frente dela. É importante que a criança crie vínculo com a comida e que mesmo fazendo sujeita (eu sei que é ruim) ela vai aprender que esse contato é bom e vai começar a comer mais tranquilamente.

BLW

O BLW ou Baby Led Weaning, um sigla inglesa que nada mais significa deixar o seu filho a ter autonomia para comer sozinho, com as suas próprias mãos. Esse método é bem eficaz, principalmente quando você coloca em prática o item acima. Deixa a criança ter contato com a comida e naturalmente colocar a mão na boca vai fazer com que ela se torne mais independente e aceite mais facilmente o novo alimento.

Paciência é o segredo da introdução alimentar

Procure fazer refeições em família. A criança aprende com o exemplo. Então ela irá aprender a segurar o talher no tempo dela e também observando. Com tentativas e muitos erros ela vai saber se alimentar sozinha. Nesse período de introdução alimentar é preciso sim, muita paciência. As crianças não têm nosso ritmo e normalmente costumam demorar mais para se alimentar. Gostam de conversar e se distrair. Tenha paciência com ela, lembre-se que isso é uma nova fase para vocês dois.

Evite alimentos pobres em nutrientes

Alimentos ricos em farinha branca, açúcar branco, bebidas gaseificadas deveriam ser proibidas para crianças menores de 4 anos. Aliás, nenhum desses alimentos fazem bem para os adultos, quanto mais para as crianças. Elas são seres em desenvolvimento e precisam de nutriente para manter seu corpo em pleno funcionamento e forte. A criança não vai ter vontade de comer algo que não conhece. Existem estudos da OMS que dizem que as crianças que tem contato com guloseimas muito cedo, tendem a serem obesas quando maiores. Vale a pena o cuidado, por pelo menos dois anos. Não se preocupe, seu filho vai aprender a comer besteiras. Não precisa ensinar desde cedo.

 

Karin Petermann

Author Karin Petermann

Sou mãe de duas crianças lindas, o Cauê com 7 anos e a Catarina de 2 anos de idade. Sou blogueira há 7 anos e escrevo porque acredito que a maternidade quando compartilhada se torna mais leve e divertida.

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