Instinto materno: mãe salva a vida da filha depois de notar que ela não se mexia no útero

By 17/05/2018Filhos, Gravidez, Mãe, Saúde

Ao chegar ao hospital, os médicos descobriram que a pequena Harper estava com um nó no cordão umbilical e já não podia mais respirar

Natasha Sharrocks de 31 anos teve uma gravidez normal, aparentemente perfeita. Porém ela notou que o bebê não estava mais se mexendo em seu ventre,  confiou em seu instinto e correu ao hospital. Lá os médicos descobriram que a vida da pequena Harper estava por um fio, o cordão umbilical estava com um nó e, por isso, a oxigenação estava comprometida.

“Eles descobriram durante a cesariana que Harper havia dado um ‘nó verdadeiro’ em seu cordão, em algum momento ao longo do terceiro trimestre”, relatou Natashaao site do tabloide britânico Mirror. Os médicos declararam que se os pais tivessem chegado ao pronto-socorro cerca de 30 minutos depois a pequena não sobreviveria. “Sempre imagino o que teria acontecido se não tivéssemos ido”,disse a mãe.

Harper nasceu de cesárea de emergência em 1 de setembro de 2016, pesando 2 kg, apenas um dia depois de sua mãe dar entrada no hospital. “Depois, o médico nos disse: ‘Eu só quero dizer ‘obrigado’ porque você a salvou'”, conto a mãe.

7 dias antes ao notarem que Harper já não estava se mexendo tanto, os pais foram até o hospital universitário de Norwich, onde moram, mais eles foram orientados a não entrar em pânico e foram mandados de volta para casa. Eles ainda ficaram preocupados, pouco tempo depois, retornaram ao hospital para garantir que o diagnóstico estava certo. Foi essa decisão que salvou a vida da bebê.

Apos o nascimento…

Aos poucos minutos de vida, Harper foi levada às pressas para a UTI neonatal, onde foi diagnosticada com hipoglicemia grave, hiperinsulinismo e paralisia cerebral. Depois de uma bateria de procedimentos incluindo transfusões e exames de sangue, uma ressonância magnética achou cistos em seu cérebro.

 

Estes cistos fizeram com que parte do cérebro da filha não se formasse e ela desenvolvesse paralisia cerebral tetraplégica espástica que faz com que os músculos fiquem  mais rígidos e podem se contrair involuntariamente, dificultando a coordenação dos movimentos.

Agora aos 20 meses, Harper ainda não consegue sentar, engatinhar ou ficar de pé sozinha. “É esperado que ela precise de talas ou de uma cadeira de rodas e provavelmente nunca andará sem ajuda. Você pode ver a confusão em seu rosto. Seu cérebro está dizendo a ela para se mover, mas ela não pode”.

A família da menina estão arrecadando 80 mil euros para levá-la aos Estados Unidos, onde poderá fazer uma cirurgia que ajude a diminuir os espasmos e as dores. As doações podem ser feitas por meio da página Harper’s Little Helpers.