Estudo REVELA que é possivel ENGRAVIDAR tomando pílula anticoncepcional

By 09/04/2019Diversos, Gravidez
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Com certeza alguma vez você ouviu uma amiga ou conhecida dizendo que terei engravidado tomando pílula, não é mesmo? Segundo cientistas americanos, isso é possivel em algumas mulheres, por possuírem genes que sabotam o efeito dos anticoncepcionais.

Um estudo publicado pelo periódico Obstetrics & Gynecology afirma que existe, sim, a possibilidade na mulher engravidar tomando a pílula anticoncepcional.

Um grupo de pesquisadores americanos da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, recrutou 350 mulheres na idade me´dia de 22 anos, com um implante de etonogestrel ( um anticoncepcional de longa duração). Ele é fixado na pele do braço, e libera lentamente hormônios, impedindo a gravidez por 3 anos.

O próximo passo dos pesquisadores foi concentrar a atenção a um gene que é ativado em todos os fetos, mas é desativado na maioria das crianças. Em algumas mulheres eles nunca “desligam”, seguem produzindo uma proteína que “quebra” os hormônios usados no controle da natalidade.
Quando foram testados os n´veis de hormônios das mulheres, descobriram que mais de um em quatro mulheres com a variante genética não tinha os níveis suficientes de etonogestrel para prevenir a ovulação.

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“Precisamos acreditar no paciente e entender que existem outros elementos fora de seu controle, como a genética, que podem fazer o controle da natalidade falhar”, afirma o pesquisador, Aron Lazorwitz.

“A razão pela qual é tão importante é que a contracepção hormonal é comumente usada por milhões e milhões de mulheres nos Estados Unidos e em todo o mundo”, explica. “Uma mulher vai dizer que tomou determinada pílula e se sentiu péssima. Outra dirá que o mesmo anticoncepcional funciona muito bem e não está grávida; seu período menstrual é mais fácil; e sua pele melhorou. Saber que há uma diferença em como as pessoas metabolizam hormônios prepara o terreno para mais pesquisas, que podem nos ajudar a entender melhor as experiências das mulheres e nos ajudar a dar a medicação certa para o paciente certo”, O novo estudo é inovador”, diz Anne Davis, obstetra-ginecologista do Centro Médico Irving de NewYork-Presbyterian da Columbia University.

“Nós, eventualmente, queremos trazer esse tipo de pesquisa para as mulheres que estão usando a pílula para ver se elas têm os mesmos resultados. Nós tivemos que começar em algum lugar e essa era uma população realmente boa para isso”, finaliza.

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Fonte: Crescer