Caso Emanuelly, Mãe Sufocava Filha com Papel para Abafar Gritos durante espancamento

By 06/03/2018Diversos

A babá que trabalhou na casa da família por 3 meses, declarou que, a Mãe tampava a boca da filha com papel para abafar os gritos.

A babá divulgou os maus tratos nas redes sociais, ela trabalhou para o casal Débora Rolim da Silva e Phelipe Douglas Alves, ambos acusados de espancarem até a morte a filha Emanuelly Aghata da Silva, de apenas 5 anos.

A babá prefere não se identificar, mais garante que a mãe colocava papel na boca da menina para impedir que ela gritasse.
Em suas palavras ela declarou “Um dia fui trabalhar e ela estava com o olho roxo. Porém, quando perguntei o que tinha acontecido, ela disse que tinha caído. Foi então que a irmã mais velha contou que a mãe havia enchido a boca dela [Emanuelly] com papel para que ela não gritasse e bateu com o guarda-chuva no olho dela”.

A babá trabalhou de novembro de 2016 a janeiro de 2017 notou as agressões ao ver marcas roxas no corpo de Emanuelly durante o banho. “Ela preferia tomar banho sozinha, mas um dia decidi dar banho nela e vi umas marcas roxas nas costas. Perguntei o que tinha acontecido e ela disse que tinha caído. A mãe dizia a mesma coisa. Porém, um dia, a irmã mais velha contou que a mãe batia nela, disse que pegava a ‘Manu’ pelas pernas e batia com a cabeça dela na parede. Algumas vezes ela não queria pentear o cabelo, porque era dolorido de tanto que a mãe batia e puxava”.

A babá procurou a Polícia Civil para fazer a denuncia por maus-tratos. Alertou sobre o caso nas redes sociais, enviou fotos e vídeos para o Conselho Tutelar, com provas do crime e registrou um B.O. em janeiro de 2017.

“Lembro que eu tinha chegado para trabalhar e a ‘Manu’ estava quieta, com a cabeça baixa. A mãe disse que tinha ido a um bar comprar doces e durante à noite ela havia caído. Então, me pediu para passar pomada no olho dela. Porém, assim que ela saiu para ir trabalhar, perguntei para ela, mas não disse nada. Foi a irmã mais velha que contou que a mãe havia batido com o guarda-chuva no olho dela. Depois disso, fui no Conselho Tutelar fazer a denúncia”.

O Conselho Tutelar afirmou que o casal demonstrava afeto com as crianças e (eram 3 crianças), como somente a Justiça pode determinar a perda da guarda, todos continuariam com os pais.

Polícia Civil argumentou que, à época, o caso não foi entendido como de maus-tratos graves.

O que Aconteceu…

O casal Phelippe Douglas Alves, de 25 anos, e Débora Silva, foi preso no sábado (3/3) suspeitos de ter espancado até a morte a filha de cinco anos, em Itapetininga, interior de São Paulo. Eles accionaram o SAMU, no dia anterior, alegando que a Emanuelly tinha caído da cama, batido a cabeça, e tido convulsões. Porém a equipe médica suspeitou dos hematomas na menina, compatíveis com maus-tratos.

Pelo grave estado Emanuelly Agatha foi transferida para o Hospital Regional de Sorocaba, mas venho a óbito na madrugada de sexta (2). Phelippe Douglas Alves, de 25 anos, e Débora Silva, foram detidos e na audiência de custódia, o juiz responsável determinou a prisão preventiva. A mulher foi levada para a Penitenciária Feminina de Votorantim e o homem para a Penitenciária II de Itapetininga.