Bebê prematuro dado como morto mostra sinais de vida pouco antes de ser cremado

Autoridades de Nova Deli, na Índia, abriram uma investigação sobre um possível caso de negligência médica grave que ocorreu em um prestigiado centro hospitalar particular da capital, o Max Super Speciality Hospital Shalimar Bag, segundo informações do jornal El País.
O caso envolve dois bebês prematuros, ambos presumidos mortos por dois médicos. Um dos bebês demonstrou sinais de vida, quando os pais estavam a caminho do crematório.
Provocou indignação nas pessoas e abriu um debate sobre a qualidade do atendimento de hospitais privados no país, que são extremamente caros. A situação resultou na demissão dos médicos.
Os gêmeos em questão, um casal, nasceram no dia 30 de novembro após 23 semanas de gestação (cinco meses). Enquanto a menina foi considerada um natimorto (nasceu morta), o menino nasceu vivo, mas foi declarado morto horas depois.
Retorcendo-se dentro do saco plástico que havia sido colocado, o pai, Ashish Kumar, notou que um dos bebês ainda estava vivo. Já haviam feito todos os preparativos do funeral e estavam a caminho do crematório para incinerar os corpos.
Desesperados, os pais o levaram a um centro médico em Nangloi, próximo de casa, onde ele foi admitido em estado crítico. A família agora alega que os bebês foram declarados mortos depois que afirmaram aos médicos não poder pagar as altas taxas pedidas pelo hospital para o tratamento.

A polícia afirmou trabalhar com a possibilidade de homicídio. Já o ministro da Saúde de Nova Deli, Satyendar Jain, advertiu que os responsáveis serão punidos pelo erro “inaceitável” e, se o hospital for considerado culpado de negligência, sua licença de funcionamento será revogada.
Um porta-voz do hospital assegurou que está “impactado e preocupado com um incidente tão infeliz e raro” e, portanto, abriu sua própria investigação para solucionar o caso. Em uma primeira nota divulgada sobre o caso, no dia 2 de dezembro, o hospital sustentou que os bebês foram entregues aos pais “sem quaisquer sinais de vida“. No entanto, o hospital afirmou ainda que após as acusações rescindiu imediatamente os serviços dos dois médicos envolvidos no caso e oferecerá todo apoio à família dos recém-nascidos.