Bebê prematuro dado como morto mostra sinais de vida pouco antes de ser cremado

By 14/12/2017Diversos, Filhos
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Autoridades de Nova Deli, na Índia, abriram uma investigação sobre um possível caso de negligência médica grave que ocorreu em um prestigiado centro hospitalar particular da capital, o Max Super Speciality Hospital Shalimar Bag, segundo informações do jornal El País.
O caso envolve dois bebês prematuros, ambos presumidos mortos por dois médicos. Um dos bebês demonstrou sinais de vida, quando os pais estavam a caminho do crematório.
Provocou indignação nas pessoas e abriu um debate sobre a qualidade do atendimento de hospitais privados no país, que são extremamente caros. A situação resultou na demissão dos médicos.
Os gêmeos em questão, um casal, nasceram no dia 30 de novembro após 23 semanas de gestação (cinco meses). Enquanto a menina foi considerada um natimorto (nasceu morta), o menino nasceu vivo, mas foi declarado morto horas depois.
Retorcendo-se dentro do saco plástico que havia sido colocado, o pai, Ashish Kumar, notou que um dos bebês ainda estava vivo. Já haviam feito todos os preparativos do funeral e estavam a caminho do crematório para incinerar os corpos.
Desesperados, os pais o levaram a um centro médico em Nangloi, próximo de casa, onde ele foi admitido em estado crítico. A família agora alega que os bebês foram declarados mortos depois que afirmaram aos médicos não poder pagar as altas taxas pedidas pelo hospital para o tratamento.

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A polícia afirmou trabalhar com a possibilidade de homicídio. Já o ministro da Saúde de Nova Deli, Satyendar Jain, advertiu que os responsáveis serão punidos pelo erro “inaceitável” e, se o hospital for considerado culpado de negligência, sua licença de funcionamento será revogada.
Um porta-voz do hospital assegurou que está “impactado e preocupado com um incidente tão infeliz e raro” e, portanto, abriu sua própria investigação para solucionar o caso. Em uma primeira nota divulgada sobre o caso, no dia 2 de dezembro, o hospital sustentou que os bebês foram entregues aos pais “sem quaisquer sinais de vida“. No entanto, o hospital afirmou ainda que após as acusações rescindiu imediatamente os serviços dos dois médicos envolvidos no caso e oferecerá todo apoio à família dos recém-nascidos.