Bebê morre em SP apos ser levada a UPA 3 vezes sem diagnosticar a doença

By 06/12/2017Diversos, Filhos, Mãe, Saúde

A mãe da criança uma dona de casa,  levou a filha três vezes à unidade a doença não foi diagnosticada. Prefeitura diz que fez encaminhamento da paciente para a Santa Casa. Polícia de Barretos, SP, investiga morte da bebê por negligência médica.

Segundo Juliana de Oliveira Pereira, a filha foi atendida três vezes no local, mas o diagnóstico de coqueluche, doença que a matou, só foi dado na Santa Casa depois que ela procurou a instituição por causa da piora da menina.

“Não estou conformada, choro toda hora. É uma dor que eu não sei onde por. É muito dolorido a perda de um filho”, disse Juliana.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Luíza. Segundo o delegado Antônio Alício Simões Júnior, os prontuários médicos da criança serão solicitados à UPA e à Santa Casa.

Consultada a Prefeitura de Barretos informou que constam duas passagens da menina pela UPA. Informou ainda que vai aguardar o laudo médico dos exames de autópsia realizados na criança para decidir pela abertura de processo administrativo.

Atendimento ou Negligencia?

Juliana procurou a UPA pela primeira vez no dia 5 de novembro após a filha apresentar tosse e dificuldade para respirar. A criança recebeu tratamento para bronquiolite, uma inflamação nas vias aéreas, e foi liberada, disse a mãe. Como nada mudou, a mãe tornou a buscar atendimento nos dias 9 e 11.

“Eles atenderam ela, não declararam o hemograma completo pra ela, só fizeram raio-x. Deu a receitinha e mandou embora pra casa. Isso, eu três dias indo lá com ela.”

Desconfiada, Juliana foi a Santa Casa no dia 12 de novembro e foi informada por uma médica que a filha estava com coqueluche.

“A doutora deu corticóide, porque ela estava com muita falta de ar, deu inalação e mandou embora para casa. Se não melhorasse, era para voltar aqui e internar ela. Ela tossia muito, muito, muito. Ficava muito roxa e vomitava.”

No outro dia, a família retornou ao hospital e Luíza foi internada, ficou oito dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas venho a óbito. A certidão de óbito aponta insuficiências respiratória e renal aguda, choque séptico, pneumonia e coqueluche como causas da morte.

Para a mãe, a morte da filha foi causada pela ausência de um diagnóstico preciso nas três vezes em que passou pela UPA.

Avó do bebê inconformada quer que seja feita justiça. Luciana Alves de Oliveira chora ao se lembrar dos preparativos para a festa do primeiro aniversário da neta.

“Eu estava preparando tudo para a festinha de um aninho dela, estava arrumando tudo. De repente, ela ir embora desse jeito. Tá doído demais. A família toda não quer aceitar. Está muito difícil essa situação para todos nós. Uma bebê tão forte, tão linda.”

De acordo com o delegado, a documentação da paciente será encaminhada a um perito para que seja analisada a compatibilidade do tratamento ministrado.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Barretos informou que Luíza foi atendida na UPA no dia 26 de outubro, quando recebeu encaminhamento para a Santa Casa, e no dia 10 de novembro, quando foi atendida e a mãe foi orientada a retornar à unidade para exames, caso não a menina não apresentasse melhora.

A Prefeitura vai aguardar o laudo médico da autópsia para decidir sobre a investigação.