As bebês siamesas unidas pela cabeça, passarão por 4 cirurgias até que seja feita a separação total

By 23/01/2018Diversos, Filhos, Saúde

As bebês siamesas Ysablle e Ysadora, de Patacas, distrito de Aquiraz, passarão por quatro cirurgias a cada quatro meses até que seja feita a separação total

As gêmeas siamesas unidas pela cabeça Maria Ysabelle e Maria Ysadora, de um ano, passarão por cirurgia de separação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC), em São Paulo. Elas são naturais de Patacas, distrito de Aquiraz, município distante cerca de 31km da Capital. A primeira das quatro cirurgias as quais serão submetidas ocorrerá no próximo dia 17 de fevereiro. As informações são do Jornal Folha de S. Paulo.

As cirurgias serão feitas a cada quatro meses após a recuperação da anterior. Os pais, Débora de Freitas, 27 anos, e Diego de Freitas Santos, 28 anos, e as irmãs, Ysabelle e Ysadora estão sendo assistidas pelo diretor do departamento de atenção à saúde do HC, Antonio Pazin Filho.
Para avaliar se era possível realizar o procedimento, o médico Hélio Rubens Machado contou com ajuda do neurocirurgião americano James Goodrich, do Montefiore Medical Center de Nova York
A equipe médica é comandada pelo neurocirurgião Hélio Rubens Machado, que possui 44 anos de experiência. Para avaliar se era possível realizar o procedimento, ele contou com a ajuda do neurocirurgião americano James Goodrich, do Montefiore Medical Center de Nova York, que já realizou 20 cirurgias similares com sucesso.

Ambos constataram, após série de exames, que elas estavam aptas a fazer as cirurgias. Com a tecnologia como aliada, o crânio e o cérebro das meninas foram projetados em molde de acrílico tridimensional, produzido nos EUA. Em entrevista à Folha, Hélio explicou que a prótese reproduz como é cada veia e artéria dos órgãos das gêmeas, recurso que facilita identificar o que pode ou não ser mexido.

Equipe de 30 pessoas esteve envolvida no planejamento dos procedimentos durante um ano. Estimada em US$ 2,5 milhões na rede privada dos EUA, a cirurgia será custeada pela Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), pela Faculdade de Medicina de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão.