Após tragédia com bebê de 10 meses, pais fazem ALERTA contra a doença leishmaniose

By 06/12/2017Diversos, Filhos, Mãe, Pai, Saúde

Mais uma criança morre por Leishmaniose.

A vítima da vez é a garotinha de 10 meses, Karoline Kailaine Melo Zolin Matos, de Dracena, que não aguentou após ser diagnosticada com leishmaniose no Hospital Regional, em Presidente Prudente. Foram 12 dias de internação.

O Hospital informou que, a bebê chegou ao hospital no dia 22 de novembro com leishmaniose visceral e permaneceu sob os cuidados médicos até dia 4 de dezembro. Infelizmente, seu estado piorou e chegou a óbito. A mãe só percebeu algo estranho na criança quando a viu na casa da avó, em Panorama. Lá vinham os primeiros sintomas.

Conforme relatado pela Prefeitura de Dracena, em contato com a Secretaria Municipal de Saúde e Higiene Pública, não foi divulgada a informação sob o óbito de Karoline. Além disso, a Secretaria conversou com o Núcleo de Vigilância Epidemiológica, em Presidente Prudente, que relatou que Panorama é o município residente da garota.

Todos lamentaram a morte da criança. Porém, segundo o secretário de Saúde de Panorama, Ademilson Correia, Karoline chegou ao pronto socorro da cidade no dia 21 de novembro com icterícia, sem febre. Lá foram feitos apenas exames de rotina. Logo, acabou sendo transferida para o Hospital Regional.

Foto: Bebê morre por Leishmaniose e pais alertam.

O que provoca a Leishmaniose?

O sintoma que mais chama atenção para a leishmaniose é o aparecimento da febre alta, com dor e inchaço abdominal. Estes sintomas podem aparecer até 6 meses depois da picada de um mosquito infectado com o parasita e se a doença não for tratada adequadamente pode levar à morte.

A leishmaniose é uma doença que afeta especialmente os cachorros, mas que pode ser transmitida para o homem através picada de um mosquito infectado. Basta que o mosquito pique o cachorro doente e depois pique a pessoa para que ela fique doente.

 

  • Sintomas da leishmaniose visceral

Quase todos os casos se iniciam com uma febre superior a 38ºC que se mantém por várias semanas. Durante esse tempo, a febre vai diminuindo até desaparecer, mas volta pouco tempo depois. Outros sintomas incluem:

  • Inchaço da barriga, cerca de 2 semanas após o início da febre;
  • Ínguas doloridas;
  • Perda de peso e fraqueza excessiva;
  • Manchas escuras na pele;
  • Pode haver diarreia.

Quando este tipo da doença está mais avançado pode ainda surgir anemia severa que pode levar a problemas cardíacos, assim como sangramentos do nariz, olhos e nas fezes. Se o tratamento não for iniciado rapidamente, é frequente o desenvolvimento de doenças mais graves como pneumonia, sarampo ou tuberculose, que colocam em risco a vida.

  • Sintomas da leishmaniose tegumentar

O primeiro sintoma deste tipo de Leishmaniose é o desenvolvimento de um pequeno caroço no local da picada do mosquito que, após algumas semanas ou meses, se transforma em uma ferida grande e arredondada. Essa ferida geralmente cicatriza sem necessitar de tratamento, o que pode acontecer entre 2 a 15 meses. No entanto, em alguns casos, essas feridas podem demorar para cicatrizar, sendo necessário fazer tratamento com um enfermeiro.

Após cicatrizarem, as feridas normalmente deixam cicatrizes permanentes e, por isso, caso afetem o rosto, podem causar alterações estéticas.

 

Como se proteger da Leishmaniose

A única vacina contra Leishmaniose disponível é para ser aplicada em cães que não estejam infectados com o parasita. Como a transmissão para o ser humano ocorre através da picada do mosquito infectado a única forma de que temos de nos proteger é evitar a picada do mosquito adotando alguns cuidados como:

  • Utilizar redes mosquiteiras ou cortinas repelentes nas janelas e portas de casa;
  • Passar repelente na pele ou utilizar frequentemente sprays inseticidas:
  • Colocar coleiras com inseticida nos animais domésticos e vacinar estes animais.

Estes cuidados, além de protegerem contra a Leishmaniose também protegem contra outros problemas provocados pela picada de mosquitos como Dengue, Zika ou Febre de Chikungunya, por exemplo.

O que fazer em caso de suspeita com Leishmaniose

Quando existe suspeita de se estar infectado  é muito importante ir imediatamente ao hospital para fazer exames de sangue e confirmar se a doença está presente no organismo. Geralmente, a Leishmaniose tegumentar pode ser diagnosticada mesmo sem exames, pois o surgimento das feridas após uma picada de mosquito é o suficiente para confirmar a doença. Porém, a Leishmaniose visceral apresenta sintomas muito semelhantes à febre tifoide, malária ou brucelose, sendo necessário fazer uma biópsia do baço para ter a certeza do diagnóstico e iniciar o tratamento adequado.